segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Para não dizer que não falei de flores (a.k.a sou mulherzinha)

E aí que este blog não é um blog de beleza.  Mas a dona do blog é mulherzinha e ama essas coisinhas de mocinha.
Hoje fiz uma ombré nails. Fiz um dois esmaltes da impala, da coleção Festa. Um rosa e o dourado. O rosa é a base e o dourado, a ponta. Ficou super bonito. Depois coloco foto.

Sobre Penal, amor e ballet.

E aí que faz mais de seis meses que fui tragada pela terra e não escrevi mais nada aqui. 
No último post, falava sobre a alegria de voltar ao meu amado Penal. 
E aí que foi super bom. Bem desafiador porque já estava acostumada com meu Internacional e, pá, já tenho até as piadinhas prontas. Com Penal a coisa foi mais embaixo. Tem a questão do timing e a arte de tentar ser menos viajante porque senão não vence o conteúdo. Mas, acho, que peguei o jeitão de ser professora de Penal de novo. :B
Tornei-me uma professora mais acessível e me permiti interagir mais com os meninos, principalmente pelo FB. No final, foi produtivo: até formei casal de namorados.
Nessa esfera, foi super interessante, digamos assim. Conheci o ariano fela. Ele foi responsável por alguns xingamentos meus no twitter. Aliás, vários.  Esse ser  e sua leseira me deixa ao mesmo poota da vida e, ao mesmo tempo, mais retardada de paixonite por ele.  Mas, enfim, nada de concreto, a não ser umas olhadinhas indiscretas e umas frases de duplo sentido, aconteceram. Sim, eu sou absolutamente covarde e lerda: só vou entender as insinuaçnoes 3550 anos depois e não tenho coragem de tomar nenhuma atitude a respeito. É uma grande merda.
Ademais: mais um semestre sem ballet. Isso porque meus horários à noite estão um koo. Gerou-se a possibilidade de fazer ballet na hora do almoço porque senão não tenho como cumprir minha jornada no Tribunal. 7 horas é muita coisa e essa história de bater ponto é um pé no saco. Até mesmo porque, eu poderia tranquilamente fazer o meu serviço no aconchego do meu lar, já que se trata de processo eletrônico. O que me resta esperar é que seja, de fato, concretizado o ato do Presidente em regulamentar o trabalho em casa. Aí sim.
Mas enquanto isso não acontece: fuu pro ballet. Daí porque terei que fazer outra dança. Mas escrevo mais outro dia.

sábado, 9 de julho de 2011

Voltando às origens aka Stairway to heaven

Daí que assim que me formei, lá nos idos de 2004 (uia!), meu primeiro emprego foi como professora. Sabe como é, apesar de ter passado no bendito exame da OAB, naquela época, eu não queria advogar, mas não podia mais continuar como estagiária e os concursos nos quais eu já havia passado não haviam me chamado ainda. E, pelo menos para a gasolina para ir ao Mestrado, eu tinha que ter algum real.
E aí surgiu a ideia de ser professora de cursinho. Porque vamos combinar que NENHUMA Faculdade contrataria um recém-formada sem sequer pós-graduação para o exercício do Magistério. E assim foi. A primeira vez que fiquei do lado de cá do quadro-negro (hoje branco), foi ministrando Direito Administrativo. Mas, logo depois, dei aula de Penal.
Sempre amei Penal. A motivação: meu professor de Penal I. O senhor "D" é fenomenal. Sou fã #prontofalei.
Mas o fato é que fui chamada para tomar posse em um dos concursos. E virei Monitora de Penal, porque, afinal, era bolsista CAPES e a contrapartida de não pagar as mensalidades do Mestrado era essa. Foi, em um primeiro momento, uma coisa super bacana. Pena que coisas estranhas ligadas a uma certa criatura que povoou manchetes de jornal acabou arruinando muitas coisas e tornando a pós Stricto Sensu, para mim, um fardo muito pesado de carregar. Mas o que importa é que o Mestrado está concluído.
Voltando ao Penal, dentre outras coisas, a interferência da criatura retromencionada acabou por me fazer tão desgostosa quanto à pesquisa/ciência/escrita, coisas que até então eram a minha razão de viver (nerd), que larguei o meu amado Penal de mão.
Só que o mundo dá voltas, mudei minha lotação, e resolvi ampliar minha carga horária como professora. E foi aí que voltei ao Penal.
Estou em uma mistura de alegria/aflição. É que apesar de amar Penal, por conta dos acontecimentos com a criatura, Penal me traz dor. Mas acho que tudo tem uma razão de ser. E assim, penso que a volta ao Penal é a chance de virar de vez a página mais dramática de toda a história de dona Renata.
Na soma de tudo, acho que estou feliz.
Subindo os degraus rumo à luz.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Cri-cri-cri

Pois é. Deixei de escrever desde a Páscoa. Decididamente, falta um tanto de vergonha na minha cara.
Aconteceram 1001 desde então. De sofrer um acidente de carro envolvendo um ônibus, meu Amarelo e uma moto a ser citada em plena sessão plenária da Câmara dos Deputados #Freudexplica.
Mas voltarei a escrever mais e constantemente. Ou não #aloka.

sábado, 23 de abril de 2011

Do consumo, peles e churrasco

Aí que quando comecei a trabalhar, sem ser estagiária, foi logo como servidora. Hoje percebo o quanto o salário está defasado e tal, mas naquela época, leia-se 6 anos atrás, eu achei que estava rica, afinal há uma diferença considerável entre bolsa-estágio e remuneração. Hahahaha.
E ter dinheiro é algo complicado. Parece até brincadeira, mas é. Quando seu patamar econômico-financeiro sobe, você passa a ter necessidades de coisas que antes você não tinha. Se antes me virava com livro de biblioteca, hoje tenho a minha, por exemplo. E é esse o ponto que é complicado: estabelecer o que realmente é necessário ou bom para você e o que é exagero.
Em mundo de diferenças sociais gritantes, penso que o consumo não pode ser visto tão somente pelo lado "o dinheiro é meu, faço o que quero, exploda-se quem não tem".  Acho que o consumo deve ter uma função social. E limitar isso não é fácil porque tudo depende do binômio necessidade/possibilidade. É igual a carro. Carro aqui em Backstreet é uma necessidade. Mas se você pode ter um carro melhor, acho que é válido. Agora, acho que é exagero, sei lá, ter um helicóptero. Apesar do trânsito no horário de pico não ser dos melhores, mas não há necessidade, a não ser que você seja o Eike Batista. Ou o Jobs.
E nesse âmbito, vem a questão do uso das peles. Ok, Deus e o mundo inteiro já falaram sobre isso. Mas eu quero falar também. Tenho direitos.  E o blog é meu, faço o que quiser com ele. Hahahaha.
A Arezzo usou pêlos de coelho e de raposa em sua coleção. Eu acho isso o cúmulo. Primeiro porque o consumo de carne e derivados (oi?) de coelho e de raposa são insignificantes. Segundo porque a gente está no Brasil. País tropical. Calor, sabe? Mesmo no inverno, não há necessidade de usar peles. E isso sem contar que há produtos que substituem perfeitamente o pêlo do animal. Só poucos sabem a diferença entre o pêlo fake e o de verdade. E, por isso, penso que não há justificativa para causar sofrimento a um animal somente por questões estéticas. Estamos falando de sapatos, casacos e outros itens de preço não acessível a maior parte da população.  Algo que só os fashionistas e os it-whatever realmente querem e "precisam".
A meu ver, é diferente quando usamos couro de vaca/carneiro para esses itens. É um fato que se usa a carne deles. E para muitos é questão mesmo de sobrevivência. Não é todo organismo que está preparado para ser vegano. Se fosse assim, a gente não teria lido recentemente o caso do bebê vegano que morreu de desnutrição. E há que efetivamente goste. Nasceu, cresceu e vai morrer comendo carne. Se é certo ou errado, são outros quinhentos. O que importa é que os bovinos, hoje, servem de alimento para os humanos. Então, se esses animais já serão abatidos para outros fins, acho que é razoável a utilização de sua pele para fazer objetos da moda. Vejo como uma "reciclagem".
Por isso, causou-me repugnância a declaração do dono da Arezzo em dizer que se podia usar a pele da raposa porque ela criada para tal fim. Acho que ele é a nova Cruella de Vil que queria criar dálmatas para usar a pele deles para fazer um "necessário" casaco. Só que no caso dele, pelo menos por enquanto, os dálmatas estão a salvo. Seu problema é com raposas e coelhos.

Alexandre Birman Cruella de Vil planejando a coleção Pelemania.


Sou um sapato.


Fotos achadas no Oráculo

Sobre concurso anulado e preguicitite aguda

Então. Nessas últimas semanas (leia-se em torno de seis meses) tenho estudado. Talvez não tanto quando devereria/poderia ou quanto os meus correntes, mas o fato é que tenho me dedicado para o concurso da magistratura. 
É a primeira vez DE VERDADE que faço esse concurso. De verdade porque, da outra vez, ainda estava fazendo o Mestrado (com todo o drama que ele contempla), estava ainda me adaptando à vida de professora/servidora. Enfim, eu não estava preparada para entrar numa jornada dessas. Dessa vez, eu estou preparada para a jornada. O que não necessariamente significa que sei tudo e que vou passar. Não mesmo. Há milhares de variáveis que influenciam. Mas, psicologicamente, depois de tantas boas que levei da vida, acho que seria um boa juíza.
Mas, voltemos ao foco. Estou estudando. Concurso. TJDFT. Pois bem. Esse concurso já começou meio dramático. Primeiro porque quando fui fazer a inscrição, ninguém do próprio TJ sabia me dizer onde ficava a tal sala. Cara, eu não advogo e nunca advoguei. Daí porque não conheço nada daquele prédio. Fiquei igual a uma idiota rodando no dito cujo até chegar no local da inscrição. Mas, enfim, são ossos do ofício. Quem mandou cogitar ser magistrada?
Aí vem o segundo drama: o primeiro adiamento. Terceiro drama: segundo adiamento. Quarto drama: a mudança da banca examinadora às vésperas da prova. Acredita que, somente às vésperas da prova (uns 15 dias antes), a banca percebeu que alguns membros estavam impedidos? Pois é. Eu cantei a pedra: isso não vai dar certo. E o que aconteceu? Mãe Diná/Dinah/Ghgtrd acertou. Na hora da prova, eu fiz cara de "não creio" quando vi uma questão sobre a revogada Lei de Imprensa. E não era sobre revogação. Great.
Daí, na segunda imediatamente posterior à prova, vi que o comentário da geral era de que a prova era uma cópia do concurso de 2007. Pode isso, Arnaldo? Cantei de novo a pedra: vão anular. Dito e feito. Sei lá o que houve, mas ctrl c + ctrl v em uma prova para a magistratura é meio tenso. 
O que me preocupa de verdade depois desse drama todo é a possibilidade de que a nova prova aconteça no dia da prova do 25º. Só faltava isso. Enquanto não sabemos, colocamos nossa cabeça dentro dos livros como se 2012 já não estivesse aí.
Diria o LFG: avante!